ATLAS DA PERICULOSIDADE DO AR
O QUE É?
O Atlas da periculosidade do ar é uma ferramenta de priorização que atribui uma nota de criticidade (de 0 a 100) a cada setor censitário de uma cidade, para mostrar onde o ar perigoso coincide com quem tem menos condições de se proteger. Ele não é um medidor de exposição individual nem um laudo de saúde, serve para ordenar prioridades territoriais.
A nota de cada setor (0 a 100) parte de um patamar absoluto ancorado nas faixas do Índice de Qualidade do Ar (AQI) da US EPA, e sobre ele soma até 20 pontos de agravamento, média ponderada de sete indicadores locais (qualidade do ar, vento, calor de superfície, arborização, altura de edifícios, renda e presença de Favelas e Comunidades Urbanas). Na prática, o ar define a faixa e os demais indicadores definem a posição dentro dela. É ferramenta de priorização, não laudo de exposição: o AQI é previsão de modelo em grade extensa (~45 km), e o vento quase não diferencia setores.
MANAUS
Às 10h de 25 de setembro de 2026, 3.276 dos 3.281 setores censitários de Manaus, 99,8% estavam sob ar classificado como insalubre para grupos sensíveis ou pior na régua US EPA. O Atlas da periculosidade do ar cruza esse índice com calor de superfície, arborização, vento, forma construída, renda e presença de favelas e comunidades urbanas, para mostrar onde o ar ruim encontra quem tem menos como se proteger.
Nenhum dos 3.281 setores censitários de Manaus registrou ar classificado como bom. O índice mediano ficou em 148,5 AQI, dentro da faixa "insalubre para grupos sensíveis", e o setor mais poluído chegou a 158,6.
Contato de imprensa:
administrativo@observatoriodasbaixadas.org.br
(91) 99331-6212
Responsável Técnico:
Andrew Leal
andrew@observatoriodasbaixadas.org.br
