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Yellow Zones na COP 30

  • Foto do escritor: Observatório das Baixadas
    Observatório das Baixadas
  • 9 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Espaços de participação, troca e mobilização aproximam a agenda climática dos territórios e fortalecem a presença de comunidades, juventudes e organizações locais nas discussões sobre o futuro da Amazônia.


COP30


NOTA

As Yellow Zones surgem como espaços de participação, troca de experiências e mobilização social que aproximam os debates climáticos das realidades vividas nos territórios. Durante a COP30, esses ambientes desempenharam papel fundamental na ampliação da participação de comunidades, juventudes, organizações locais e populações historicamente marginalizadas, fortalecendo a construção coletiva de soluções para os desafios climáticos na Amazônia. Este artigo discute a importância das Yellow Zones como instrumentos de democratização da agenda climática e fortalecimento do protagonismo territorial.




A presença das Yellow Zones na COP 30 reafirma que o debate climático não se limita aos espaços formais de negociação, mas ganha força quando se enraíza nos territórios onde a crise já é vivida cotidianamente. Esses espaços emergem como extensões vivas da conferência, deslocando o centro das discussões para as ruas, periferias e baixadas, onde as populações enfrentam de forma direta os efeitos das mudanças climáticas e constroem, a partir de suas realidades, respostas concretas e coletivas.


Ao longo desse processo, as Yellow Zones se consolidam como territórios de troca, escuta e construção compartilhada, reunindo atividades que vão desde oficinas e rodas de conversa até expressões artísticas e mobilizações culturais. Mais do que ampliar o acesso à agenda climática, esses espaços possibilitam a participação ativa de sujeitos historicamente marginalizados nos grandes debates, como juventudes periféricas, comunidades tradicionais e moradores de áreas urbanas vulnerabilizadas, fortalecendo o protagonismo popular na construção de alternativas.


Nesse sentido, a experiência das Yellow Zones contribui para ampliar o entendimento de que o enfrentamento à crise climática passa necessariamente pelo reconhecimento das iniciativas locais e pelo fortalecimento das redes comunitárias. Cuidar do clima e da Amazônia, portanto, deixa de ser uma responsabilidade abstrata e distante, tornando-se uma prática cotidiana, construída nas relações de vizinhança, nos saberes compartilhados e nas soluções desenvolvidas dentro dos próprios territórios.


A realização dessas atividades também está diretamente vinculada ao apoio do Grupo de Trabalho de Protagonismo Local da Plataforma de Ação Colaborativa da BMW Foundation, que atuou no fortalecimento de iniciativas voltadas à valorização das vozes amazônicas. Ao impulsionar ações desenvolvidas nas Yellow Zones, o grupo contribuiu para garantir que esses espaços refletissem a diversidade social, cultural e territorial da região, ampliando as possibilidades de participação e incidência política.


Mais do que um componente complementar da COP30, as Yellow Zones se configuram como um chamado para repensar a forma como se constrói a agenda climática global, a partir de uma perspectiva mais conectada com os territórios e suas múltiplas realidades. Ao reconhecer e valorizar o protagonismo local, essas experiências não apenas ampliam o alcance do debate, mas também apontam caminhos para formas mais inclusivas, colaborativas e eficazes de enfrentar a crise climática, inspirando novas práticas de cuidado com a vida e com o planeta.


Referências

BMW FOUNDATION HERBERT QUANDT. Plataforma de Ação Colaborativa e iniciativas de protagonismo local. 2025.


OBSERVATÓRIO DAS BAIXADAS. Registros institucionais das Yellow Zones durante a COP30. Belém: OBx, 2025.


OBSERVATÓRIO DAS BAIXADAS. Materiais de comunicação institucional e documentação das atividades comunitárias realizadas nas Yellow Zones. Belém: OBx, 2025.



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