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Um ano do Observatório das Baixadas: ciência, território e luta coletiva.

  • Foto do escritor: Observatório das Baixadas
    Observatório das Baixadas
  • 13 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 7 dias

"Somos começo, meio e começo" - Nego Bispo.



O Observatório das Baixadas foi idealizado por Andrew Leal e Waleska Queiroz, jovens das periferias de Belém que atuam diretamente nos territórios das baixadas. A partir dessa experiência, estruturaram uma iniciativa voltada a discutir clima, meio ambiente e sociedade a partir da realidade vivida nas periferias amazônicas.

No dia 13 de setembro de 2024, o observatório foi apresentado publicamente. Um ano depois, a proposta se consolida como uma prática política e científica construída por uma equipe jovem, periférica e comprometida com a transformação dos territórios onde vive e atua.


O projeto nasce com um objetivo claro. Utilizar ciência e tecnologia como ferramentas para enfrentar problemas recorrentes das periferias, especialmente os impactos dos eventos climáticos extremos. A produção de pesquisas e de bens públicos digitais se estabelece como estratégia para enfrentar vulnerabilidades socioambientais e ampliar a capacidade de leitura e ação sobre o território.

Ao longo desse primeiro ano, a atuação do observatório reafirma que as baixadas são espaços de produção de conhecimento. A experiência cotidiana das periferias se articula com práticas de pesquisa, comunicação e organização coletiva, contribuindo para a construção de respostas às desigualdades urbanas e climáticas.


A equipe do observatório expressa essa diversidade de frentes. Andrew Leal atua na coordenação geral e Waleska Queiroz na coordenação de relações institucionais. Rui Gemaque e Thaila Maria integram a secretaria executiva. Na pesquisa, Andreza Melo atua em memórias e territórios, Ane Carine, Erik Silva e Elinaldo Caldas em territórios, Amarílis Marisa e Juliane Castro em comunicação, e Beatriz Ribeiro em gestão do conhecimento e cultura periférica. A equipe também conta com Thiago Felizardo na área de tecnologia da informação e Wesley Silva em territórios digitais.


Esse primeiro ano evidencia que a produção de conhecimento nas periferias está diretamente ligada à luta por reconhecimento, por políticas públicas e por justiça climática. O observatório se afirma como uma ferramenta coletiva que articula ciência, território e ação política a partir das baixadas.


Um viva ao Observatório das Baixadas e a todas, todos e todes que constroem essa trajetória!



 
 
 

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