PRIMEIRA OFICINA COLABORATIVA AO ATLAS DAS BAIXADAS
- Observatório das Baixadas

- 13 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de jun.
Mapeamento das periferias ganha força com a primeira oficina presencial do Atlas das Baixadas, em Belém.
Texto adaptado por Juliane Castro
A construção de soluções para os desafios climáticos nas periferias amazônicas ganhou um novo impulso com a realização da primeira oficina presencial do Atlas das Baixadas, promovida pelo Observatório das Baixadas em Belém.
O encontro aconteceu na Usina da Paz Terra Firme e reuniu moradores, lideranças comunitárias, pesquisadores e representantes de iniciativas locais em um processo colaborativo de escuta e construção de conhecimento.
Durante a oficina, os participantes contribuíram para o aprimoramento do Atlas, que funciona como uma plataforma de mapeamento participativo voltada a reunir dados, vivências e informações sobre os territórios de baixadas. A ferramenta busca não apenas registrar as vulnerabilidades socioambientais, mas também evidenciar as potências, soluções locais e estratégias já desenvolvidas pelas comunidades.
A metodologia adotada parte do princípio de que os próprios territórios devem ser protagonistas na produção de dados e narrativas, fortalecendo a chamada democracia digital e ampliando a capacidade de incidência dessas populações em políticas públicas e processos de tomada de decisão.
Além disso, o Atlas das Baixadas se consolida como um instrumento estratégico para apoiar ações de adaptação climática e prevenção de riscos, especialmente em áreas historicamente mais expostas a alagamentos, eventos extremos e desigualdades estruturais. A oficina também marcou o início de uma agenda contínua de encontros presenciais, que devem expandir o uso da plataforma e fortalecer redes locais de atuação, promovendo a troca de experiências entre diferentes territórios.
Ao reunir conhecimento técnico e saberes comunitários, a iniciativa contribui para a construção de caminhos mais inclusivos e eficazes no enfrentamento da crise climática, reafirmando o papel central das periferias na produção de soluções para o futuro das cidades.

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