OBx NA COP DAS BAIXADAS
- Observatório das Baixadas

- 23 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: há 7 dias
UMA PROGRAMAÇÃO QUE JÁ DEIXOU MARCA NA 3º EDIÇÃO DA COP DAS BAIXADAS
O Observatório das Baixadas teve papel central na construção do projeto Tecendo Futuros, que reuniu, ao longo de três dias, juventudes, organizações e coletivos no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá e no Curro Velho para debater inovação, tecnologia e futuros possíveis a partir das periferias amazônicas.
O Observatório das Baixadas integrou essa construção como parte da proposta do "Tecendo Futuros", contribuindo diretamente na articulação e no desenvolvimento das atividades dentro da COP das Baixadas. Mais do que participação, tratou-se de atuação ativa na construção coletiva de caminhos, reforçando o papel do observatório na produção de conhecimento e soluções a partir das baixadas.
O encontro articulou troca de experiências, escuta de crianças e adolescentes e reflexões concretas sobre a construção de Bens Públicos Digitais voltados ao bem comum, com foco no fortalecimento de direitos nos territórios periféricos. Não se tratou apenas de debate, mas de um exercício prático de produção coletiva de soluções enraizadas na realidade das baixadas.
A COP das Baixadas, criada em 2023, é uma coalizão de movimentos e organizações periféricas que surge justamente para enfrentar a exclusão das periferias amazônicas das agendas climáticas globais, especialmente no contexto da COP30. Seu ponto de partida está no bairro do Jurunas, em Belém, e sua atuação conecta justiça climática às condições concretas de vida nas baixadas, como saneamento, moradia e infraestrutura.
As chamadas “baixadas” não são apenas uma categoria geográfica. São territórios historicamente marginalizados, mas também espaços de resistência, produção de conhecimento e organização política. Ao afirmar que cultura é clima, a COP das Baixadas desloca o debate ambiental para o cotidiano das periferias e evidencia que não há solução climática sem justiça social.
O Tecendo Futuros sintetiza essa proposta. Mais do que um evento, foi um espaço de articulação política e construção coletiva que reforça um ponto central: as periferias não são apenas impactadas pelas mudanças climáticas, elas produzem respostas, tecnologias e caminhos possíveis para enfrentá-las.
Participantes do Tecendo Futuros reunidos durante as atividades da COP das Baixadas — Foto: Amarilis Marisa / Observatório das baixadas.











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