ARBORIZAÇÃO URBANA E RAÇA NO BRASIL
- Observatório das Baixadas

- 11 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Uma análise sobre o racismo ambiental em capitais brasileiras.
[PRESS RELEASE]
À medida que o clima fica mais quente, ter acesso a espaços verdes se torna um privilégio cada vez maior.
As populações com mais acesso a espaços públicos verdes estão mais adaptadas às mudanças do clima. Os dados mostram que pretos e pardos são os que menos têm acesso a essa tecnologia da natureza nas grandes cidades do Brasil!
NO RIO DE JANEIRO
A Banda da Tijuca e bairros ricos de Zona Sul possuem a maior concentração de área verde em espaços públicos, com especial atenção para o bairro da Barra da Tijuca, resistência de pessoas com alto poder aquático, e uma das regiões mais brancas do município.
JÁ NA BAIXADA FLUMINENSE
O cenário é oposto à zona sul da capital do estado, os municípios que compõem a baixada concentram os menores índices de danos verdes na Região Metropolitana, é também uma região mais majoritariamente negra, bem diferente da zona sul.
Na 1º LÉGUA DE BELÉM...
As desigualdades são intensas! Projetada para ser uma das cidades mais quentes do planeta até 2050, as populações mais ricas da metrópole vivem com verdadeiros corredores verdes dentro da cidade, enquanto as populações mais pobres e pretas
NA GRANDE RECIFE
o bairro de alto perfil padrão o Boa Viagem apresenta um dos melhores índices de arborização urbana, bem como a maior concentração de Pessoas Brancas/m2, um forte contraste diante das comunidades à poucos quilômetros dali, no município de Jaboatão dos Guararapes.
SEGUNDO UM ESTUDO LIDERADO PELA UFRJ SOBRE MORTES RELACIONADAS AO CALOR EXTREMO.
O risco climático, como as ondas de calor, incide de forma desigual sobre a população urbana, afetando mais intensamente pessoas negras, com baixa escolaridade, mulheres e idosos — justamente os grupos que também têm menos acesso a áreas verdes, sombra e infraestrutura de cuidado nas periferias urbanas. Entre 2000 e 2018, mais de 48 mil mortes em excesso foram associadas às ondas de calor, sendo as principais causas doenças do sistema circulatório (como infartos e AVCs), respiratórias (como pneumonias e insuficiências pulmonares) e diversos tipos de câncer, além de aumentos significativos em distúrbios mentais, doenças de pele e renais.
Fonte:
AINDA SEGUNDO ESTUDO...
As doenças do sistema circulatório, respiratório e os cânceres (neoplasias) são as principais causas de mortes em excesso durante ondas de calor nas grandes regiões metropolitanas brasileiras, com destaque para os altos valores observados em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, chama atenção o aumento expressivo de mortes por doenças do sistema nervoso, metabólicas e até de pele em algumas cidades, indicando que os impactos do calor extremo são amplos e afetam múltiplos sistemas do corpo humano.
Fonte:
TUDO ISSO TEM UM NOME...
RACISMO AMBIENTAL
Racismo ambiental é a expressão das desigualdades na distribuição dos impactos socioambientais, que afetam de forma desproporcional as populações racializadas — especialmente negras e indígenas. Essas comunidades estão mais expostas a riscos ambientais e climáticos, enquanto seguem sendo sistematicamente negligenciadas pelas políticas públicas.
FORTALECER A PRESENÇA DE NATUREZA URBANA NOS TERRITÓRIOS PERIFÉRICOS E UMA AÇÃO DE SAÚDE PÚBLICA!

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